domingo, 6 de dezembro de 2009

Em memória de Pessoa.

Não quero ser mais do aquilo que eu sou:
Porque eu sei que eu sou o infinito,

Que palpita em cada sol,
E em cada olhar seu,

Que vem da estância de tua presença,
Digníssima emoção que nos sustenta.

Amo o amor por todas as coisas que em si encerra.
Não amo a ninguém, nem no céu nem na terra.

Amo somente aquilo que pode ser amado,
O próprio que urge dentro de nós, encerrado.

Liberta-te, ó nobre sentir do ser.
Tu só serás revelado aos grandes homens,
Que por esta terra crua,
Cruzarem tuas pernas nuas,
Sob o esplendor do viver, do fazer, do sentir, do ser!

Vem, com toda tua graça e me abraça.
Que estarei esperando, todos os dias,
Na esperança de te ver sorrir pra mim.
Só mais uma vez, vem e me extasia!

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